Imagina você sair para trabalhar olhar para sua mesa da sala e ver que está entulhada de livros, caixas e um monte de coisas inúteis, retornar do trabalho e aqueles objetos ainda estarem lá "olhando pra você"? Isso se chama tralha! Em inglês "clutter".
Assim também são as tralhas emocionais. É o "depois eu faço", o "depois eu resolvo".
E assim, você vai se arrastando até que chega um momento que não dá mais, por que tudo aquilo de alguma forma te prende ao passado, causando estagnação.
Há uma linha tênue entre esses dois tipos de tralha. Para tratar a tralha emocional é preciso primeiro cuidar da tralha física. O apego a objetos pode ser apenas o "depois eu faço", mas também pode ser uma forma de dependência emocional.
Nesse processo vamos deixando pra depois ou fazendo por obrigação até mesmo coisas simples como arrumar uma cama, guardar as roupas no armário, levar o cachorro para passear, regar uma planta.
Desapegar não é apenas o ato de jogar fora, mas criar possibilidades de renovação
O desapego pode ser simples se tivermos em mente que aquilo que não nos serve mais, pode ter utilidade para outros. Se não abrimos espaço para coisas novas não criamos oportunidade para que elas aconteçam. Não é mesmo?
Se tralha no inglês é clutter, então vamos praticar o "declutter", ou seja, destralhar, se desfazer de coisas inúteis e de tudo aquilo que não só acorrenta a vida, mas também a paralisa. Como é importante praticar o desapego!
Tire alguns dias ou semanas, se for o caso, e avalie cada cômodo da sua casa. Separe o que está quebrado ou rasgado e veja se vale a pena consertar (determine um prazo para que isso seja feito e não seja abandonado num canto qualquer); doe o que tem em excesso ou não usa mais e está em bom estado; por fim, venda ou simplesmente jogue fora.
Uma coisa eu posso te garantir, a casa fica bem melhor assim e sua vida também!

Nenhum comentário:
Postar um comentário