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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Eletrodomésticos: organização, escolha e necessidade

Quando não há uma bancada para deixar tudo à mão o jeito é aproveitar o espaço que temos da melhor forma possível


Isso acontece na sua casa? Você tira do lugar um dos seus eletrodomésticos e ele acaba ficando na bancada da pia por dias, porque dá preguiça de guardar tudo? Isso costumava acontecer comigo também, antes de ter noções de organização! Eu adoro limonada e como gosto de fazer no liquidificador, para que ela fique cremosa, por inúmeras vezes me desanimava, já que ficava num local nada prático. 

Veja que absurdo! Não é apenas hábito, mais também questão de praticidade, se nossas coisas estiverem desorganizadas no fundo do armário, dificilmente teremos vontade de retirá-las de onde estão. Certo?


Então, qual a forma mais prática de organizar os eletrodomésticos? 


É óbvio que não é preciso deixar tudo em cima da bancada, sem critério de uso. Ter tudo à mão na cozinha é o sonho de muita gente, mas se não temos espaço, podemos armazená-los dentro do armário ou em prateleiras e ainda assim manter a praticidade. Preferencialmente devemos ter aquilo que de fato facilita a nossa rotina. 

Conheço pessoas que têm chaleira elétrica e, no entanto, nunca a usam! Outras têm multiprocessador (aquele com uma infinidade de peças) e quando precisam fazer alguma receita usam o liquidificador, alegando ser mais fácil a montagem.


Itens mais utilizados no café da manhã, como cafeteira, grill, torradeira e até o liquidificador (ótimo pra fazer aquela vitamina matinal), ficam mais funcionais se mantidos à mão. Mas, se não é possível, reserve a prateleira ou nicho de melhor acesso. 

E não vamos esquecer das tomadas! Quanto mais próximas melhor, nada de gambiarras e atalhos como a famosa extensão e o benjamim. Como esse é um assunto para especialistas, consulte um profissional de sua confiança.


Já aqueles menos utilizados, como processador e batedeira, podem ser armazenados em gavetões ou num armário fechado, sempre com uma altura apropriada para serem removidos e recolocados. E lembre-se, procure manter os acessórios juntos numa cesta ou caixa (eu faço assim para que não se percam).


Alguns materiais podem ser instalados em móveis planejados e até adaptados aos armários que já temos, como as gavetas aramadas com corrediça telescópica. Além de serem versáteis, podem ser utilizadas em vários ambientes, facilitam a rotina e proporcionam melhor aproveitamento do espaço.


Para finalizar, eu não poderia deixar de falar de uma série de produtos que estão no mercado que prometem ajudar muito não só na cozinha como em toda a casa, seja proporcionando uma alimentação mais saudável, seja trazendo praticidade. E lógico, tudo que é novidade atrai nossa atenção. 

São máquinas de fazer pão, panelas próprias para arroz, equipamentos para fritar batatas e assar coxinhas de frango. É irresistível! Seriam ótimos se não fossem tão grandes e ocupassem tanto espaço. Como se não bastasse, com o tempo, correm o risco de não serem usados com tanta frequência, depois de passado o frenesi inicial da compra. 

Nesse caso, é coerente refletirmos a necessidade real antes de adquirir aparelhos domésticos volumosos que, embora a compra caiba no bolso, o produto em si não cabe no armário, ao lado de tantos outros que já temos, como o microondas, o forno elétrico etc etc. Na verdade, o ideal seria procurarmos eletrodomésticos com mais de uma função, para otimizar nosso espaço e evitar a acumulação de tantos itens na cozinha. 

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Vamos começar o ano envolvendo toda a família na rotina e na organização da casa?

O ano começou e vou logo avisando, quem não organizar suas coisas e não se envolver na rotina doméstica não vai receber estrelinhas no caderno!


Tradicionalmente as mulheres sempre ficaram responsáveis pelas tarefas domésticas, embora com o passar do tempo, muita coisa tenha mudado. Mas espera aí, se a casa é de todos as responsabilidades têm que ser divididas. Concorda? Todos podem e devem participar de forma que ninguém fique sobrecarregado. Então, como envolver toda a família, desde os pequenos até os mais velhos?

O hábito de organizar tem que começar logo cedo


Se os pais assumirem todas os afazeres sempre, dificilmente seus filhos irão se responsabilizar por suas próprias bagunças. Assim, à medida que forem amadurecendo já podem começar a ser incluídas novas responsabilidades a sua rotina, como guardar seus brinquedos, organizar o material escolar e até mesmo arrumar sua própria caminha.


Seguindo a linha pedagógica montessoriana, proposta pela médica e pedagoga italiana Maria Montessori (1870-1952)*, a partir dos dois anos de idade já podem ser inseridas pequenas tarefas de forma lúdica e não como uma obrigação. Para isso, pode-se pensar em jogos e também em "recompensas" pelas atividades realizadas. 


Não precisamos ficar limitados a tabela acima, mas sem dúvida ela nos nos orienta como começar a propor às crianças tarefas simples, como guardar sapatos, fazer pequenas compras, guardar a louça e regar as plantas.


Falamos das contribuições que crianças até a pré-adolescência podem dar. Mas, e quanto aos demais?


O diálogo é naturalmente uma ponte para o entendimento. Então, vamos reunir todos para uma conversa rápida e colocar de forma clara (nunca ameaçadora) as vantagens, por exemplo, de ter o quarto em ordem ou manter o material de estudo e trabalho organizados. E nesse processo, é fundamental ter o apoio do seu companheiro ou companheira. 

Crianças tendem a seguir exemplos. Certo? Todos temos os nossos afazeres e compromissos diários. Se você chegou do trabalho e encontrou uma comidinha deliciosa na mesa, retribua lavando seu prato e talheres ao final do jantar ou se ofereça para secar e guardar. Veja que troca carinhosa!

Não vamos deixar de observar as habilidades de cada um. Conheço pessoas que se divertem passando o aspirador de pó na casa e outras que adoram lavar louças. Oferecer opções de tarefas pode estimular a participação e evitar o estresse de ficar sempre lembrando o que precisa ser feito. 


Divida as tarefas para que ninguém fique sobrecarregado


Faça uma tabela de tarefas diárias, semanais e mensais, de acordo com a rotina da casa e o número de pessoas.

Tarefas diárias – obviamente são aquelas mais rápidas e necessárias no dia a dia

Arrumar as camas
Preparar as refeições
Lavar a louça
Guardar objetos que estejam fora do lugar
Por o lixo para fora
Regar as plantas
Levar o pet para passear

Tarefas semanais – até são rápidas, mas requerem um pouco mais de tempo e atenção

Lavar, estender e dobrar as roupas
Passar o aspirador de pó na casa
Trocar as roupas de cama e de banho
Ir ao mercado ou à feira
Lavar os banheiros

Tarefas mensais – essas sim são bastante cansativas e exigem mais dedicação já que envolvem a limpeza pesada

Retirar o pó de todos os móveis
Lavar as janelas
Passar pano no piso
Lavar tapetes e cortinas
Estabelecer rotinas é essencial para começar a organizar-se e, com uma lista em mãos, fica mais fácil dividir as tarefas e gerenciá-las também!

Peça sugestões, elogie e evite críticas

Envolva todos pedindo sugestões na rotina doméstica. Quer alguns exemplos? Pergunte como os travesseiros e colchas podem ser dispostos; se gosta de organização das camisas por cores ou acha desnecessário; se os brinquedos ficam melhores numa caixa ou em prateleiras; se prefere dar banho no pet ou levá-lo pra dar uma voltinha.


Independente da idade, elogie sempre... sinceramente. Particularmente não gosto de elogios vazios, ditos da boca pra fora. Valorize cada par de sandálias colocadas na sapateira, cada peça de roupa recolhida do varal e inclusive quem lava o copo toda vez que bebe água (amo quem faz isso!). Parecem coisas simples, mas imagina se não forem feitas?! Podem virar uma bola de neve e ir se acumulando.


Evite críticas e se não ficou do seu gosto, não refaça o trabalho na frente do seu filho. Isso pode ser desanimador e até mexer com a autoestima. Considero inclusive deselegante! Dê sugestões sutis de como pode ser feito. Se você quer estimular e mudar a mentalidade da família, mostrando os benefícios de uma vida organizada e de um trabalho colaborativo, seja compreensivo e paciente.

O tom de voz pode transmitir muita coisa e, se queremos estimular uma mudança no comportamento de todos, temos que ser pacientes e gentis para ensinar como determinada atividade pode ser realizada e contribuir para a rotina doméstica. Portanto, repita quantas vezes for necessário e agradeça, agradeça sempre.

* Maria Tecla Artemisia Montessori foi uma educadora, médica, cristã católica e pedagoga. Foi a primeira mulher a se formar em medicina em seu país (Itália), foi também pioneira no campo pedagógico ao dar mais ênfase à auto-educação do aluno do que ao papel do professor como fonte de conhecimento (fonte: Wikipédia e Nova Escola).